quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Projeto Curatorial 7º Bienal do Mercosul

7ª Bienal do Mercosul

Grito e Escuta

Porto Alegre, Brasil - 26 de setembro a 22 de novembro de 2009

A 7ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul propõe revalorizar o artista como um ator social e constante produtor de um sentido crítico necessário, posicionando seu olhar no cerne de cada uma das exposições e programas. Assim, os artistas organizam na Bienal as exposições, desenvolvem as ferramentas e programas educativos, e lideram a comunicação e o sistema de publicações.

Em seu conjunto, a 7ª Bienal propõe uma inversão metodológica: um sistema centrado nos processos de criação – mais que em temas específicos – onde ação e reflexão (Grito e Escuta) operam como as ferramentas a partir das quais a Bienal se articula em sua totalidade. Busca-se criar uma Bienal “protéica”, um sistema de possibilidades dinâmico, onde cada espectador seja capaz de montar seu próprio sistema de leitura.

Por outro lado, a 7ª Bienal busca romper limites, tanto no tempo quanto no espaço. No espaço, porque seus limites físicos não coincidem com os de Porto Alegre, Brasil e Mercosul: seus artistas e a Rádio Bienal transcenderão fronteiras e uma das exposições abrirá simultaneamente em diversas cidades do planeta. No tempo, porque esta é uma Bienal que nunca termina: ensaia metodologias educativas que, esperamos, perdurem tempos depois, enquanto uma de suas exposições permanecerá aberta indefinidamente.

A centralidade do artista está presente em cada uma das ações da Bienal, em suas exposições e programas.

As exposições questionam aspectos pontuais do processo criativo:

· O desenho como primeiro espaço de tradução do pensamento do artista;

· Os processos de criação que interpelam as condições culturais e políticas de contextos específicos;

· O artista que retira os elementos de linguagem da arte e expõe suas condições de produção;

· O humor e o absurdo como instrumentos de resistência e liberdade;

· A transformação como ferramenta capaz de deslocar a percepção da obra e sugerir uma suspensão do tempo;

· O diálogo com a cidade, cuja trama os artistas modificam e resignificam, a modo de um texto público;

· A arte como espaço de projeção de ideias, de planificação, de comunicação, da imaginação.

Os três programas principais se dirigem a um público de diversas latitudes e procedências.

Este é o caso do Projeto Pedagógico, com seu programa de residências artísticas em Porto Alegre e nas diversas comunidades do estado do Rio Grande do Sul, no qual os artistas desenham novas metodologias para o sistema educativo.

É o caso também do Programa Editorial, também coordenado por artistas. Este programa contempla um sistema de publicações variáveis e de baixo custo, que podem ser montadas pelo próprio espectador e que permitirão diversos níveis de acesso às obras e uma concepção diferente da comunicação: nesta Bienal não haverá publicidade, mas obras de arte nos meios de comunicação.

Finalmente, o caso da Rádio Bienal, que simboliza o interesse comunicacional da 7ª Bienal, e que aproximará o ouvinte imediato e o distante aos processos de construção e debates gerados pela Bienal.

Juntos, exposições e programas compõem um sistema orgânico, caracterizado pela expansão e pela abertura. Com a finalidade de destacar esta última, a 7ª Bienal organiza uma convocatória aberta para Projetáveis, uma exposição que viaja sem bagagem e que tem a capacidade de ser apresentada simultaneamente na Bienal e em diversas cidades do Brasil e do mundo.

Por sua vez, o título da Bienal – Grito e Escuta – se refere à importância de explorar a comunicação multidirecional: entre um mundo em conflito e um artista que escuta e responde; entre um artista que produz sentido com a intenção de que o mundo o escute, através de múltiplas linguagens, com a intenção de alterar, por sua vez, a hegemonia da visualidade. A 7ª Bienal do Mercosul explora a sonoridade, o movimento corporal, a vivência social e a vivência pedagógica como partes integrantes da experiência da arte hoje.

Por fim, seu título propõe chamar a atenção e sinaliza a intenção da 7ª Bienal de incorporar um amplo espectro de conteúdos: desde o artista que realiza uma ação para gerar uma transformação ou um impacto concreto sobre a realidade, até o artista que promove a atitude reflexiva e a escuta ante o entorno, que resgata o poder do diálogo como modelo possível de construção para uma sociedade melhor.

- Victoria Noorthoorn e Camilo Yáñez

Curadores Gerais da 7ª Bienal do Mercosul

7ª Bienal do Mercosul

Bienal já tem data marcada para acontecer. Projeto está aprovado pelo MINC e captação de recursos foi iniciada. Curadoria define título da mostra. Duas curadoras brasileiras se incorporam ao projeto.

A 7ª edição da Bienal do Mercosul será realizada em Porto Alegre / Rio Grande do Sul, Brasil, de 26 de setembro a 22 de novembro deste ano. O título desta edição será Grito e Escuta, e pretende chamar a atenção para uma reflexão sobre a própria Bienal do Mercosul, a crise do modelo Bienal em geral, a função do artista na sociedade hoje, e a gravidade das crises econômicas, sociais, políticas e culturais no mundo atual.

O projeto foi aprovado pelo MINC – Ministério da Cultura no final do ano passado, e a equipe de captação de recursos já começou a trabalhar em busca de patrocinadores e apoiadores. Empresas já aderiram ao projeto, como a Gerdau – patrocinadora master da Bienal desde a sua primeira edição, o Grupo SLC - que vai patrocinar uma das exposições e a Petropar – apoiadora do evento.

Ao invés de trabalhar com um tema, esta Bienal vai propor uma série de metodologias e ações que demonstrem a diversidade de abordagens e funções que a arte contemporânea apresenta. Para tanto, o projeto curatorial está organizado em sete exposições, um projeto pedagógico, um programa editorial e de comunicação, um sistema de rádio e diversos programas culturais que vão acontecer ao longo de toda a Bienal, dentro e fora dos espaços expositivos.

Os espaços previstos para abrigar as exposições da 7ª edição são os Armazéns do Cais do Porto, a Fundação Iberê Camargo, o Santander Cultural, além de diversos locais públicos da capital gaúcha.

Esta edição terá curadoria-geral da argentina Victoria Noorthoorn e do chileno Camilo Yáñez. Recentemente, duas curadoras brasileiras integraram-se ao projeto, as artistas Lenora de Barros e Laura Lima. A equipe curatorial é toda formada por artistas, com exceção de Victoria Noorthoorn, curadora independente:

· Curadores-gerais: Victoria Noorthoorn (Argentina) e Camilo Yáñez (Chile)

· Curadora pedagógica: Marina De Caro (Argentina)

· Curadores adjuntos: Roberto Jacoby (Argentina), Artur Lescher (Brasil) e Mario Navarro (Chile), Laura Lima (Brasil)

· Curadores editoriais: Erick Beltrán (México) y Bernardo Ortiz (Colômbia)

· Co-curadora do programa Rádio Bienal: Lenora de Barros

Dessa forma, na 7ª Bienal do Mercosul, os artistas ocupam o papel dos curadores, desenvolvendo o projeto das exibições e o projeto pedagógico, conceituando e coordenando o projeto editorial e suas publicações, a imagem e a comunicação da Bienal como um todo. Curadoria, educação e publicações articulam diálogos entrelaçados e interdependentes para, juntos, buscar a "oxigenação" dos conteúdos e as formas operativas da Bienal. O projeto da 7ª Bienal do Mercosul afirma o sentido e a importância dos artistas como atores sociais e constantes produtores de um sentido crítico necessário.

O número total e a lista completa dos artistas que participam desta edição serão divulgados em meados de abril. Cerca de 70% das obras serão produzidas pelos artistas especialmente para esta Bienal.

Projeto Curatorial, mostras e programas

Em linhas gerais, o projeto curatorial encontra seu fundamento conceitual na energia criativa dos artistas que determinam, ao mesmo tempo, uma suspensão reflexiva e uma ação expansiva, como formas de transformar o olhar sobre o entorno da realidade. A curadoria vê a Bienal como um sistema de irradiação e multiplicação e estabelece o diálogo como um modelo de construção para uma sociedade melhor.

O título Grito e Escuta estabelece um elo de ligação entre dois pólos: enfatiza a importância da ação (o grito) do artista que produz uma ação imediata e ativa, com a intenção de causar impacto e transformações importantes; e apela para o poder da escuta, do ouvir, provocando uma atitude reflexiva, resgatando o poder do diálogo como modelo de construção para uma sociedade melhor.

Segundo os curadores-gerais, o projeto pretende "explorar a riqueza e a complexidade do olhar artístico e criar elos de ligação para um diálogo crítico, dentro e fora dos espaços expositivos" . Portanto, a 7ª Bienal está pensada como um projeto expansivo no espaço e no tempo. O projeto pretende tratar a Bienal como um processo de continuidade, estendendo suas ações para além das exposições e nos períodos que antecedem a abertura das mostras, mostrando a própria mobilidade da contemporaneidade.

As exposições estão planejadas de forma a oferecer uma multiplicidade de vozes e leituras, abordando as obras e a própria Bienal em si de vários pontos de vista distintos, que o próprio espectador poderá escolher. Desta forma, as mostras vão questionar aspectos pontuais do processo criativo:

· O desenho como primeiro espaço de tradução do pensamento do artista. Esta mostra vai explorar o desenho estabelecendo afinidades inesperadas entre poéticas distintas como, por exemplo, a exibição de obras de grandes mestres ou de artistas solidamente históricos que colocam em destaque a densidade dos processos contemporâneos.

· Os processos de criação que interpelam as condições culturais e políticas de contextos específicos. Nesta mostra estarão projetos de artistas que usam a imagem como ferramenta questionadora do nosso contexto social e que focam seu trabalho na ação, no fazer e no pensar como sistema dinâmico e mutável na construção da obra. São peças cuja qualidade fundamental é a sua capacidade de adaptação e profundidade na compreensão de um contexto determinado.

· O artista que retira os elementos de linguagem da arte e expõe suas condições de produção. Obras que se questionam sobre os processos de surgimento das próprias obras e que expandem a noção de invenção. Os artistas desta mostra vão articular narrativas pessoais cheias de ironia que questionam premissas básicas do sistema da arte – a obra como objeto visível, a obra como mercadoria. Exploram lógicas alternativas – a invisibilidade, a cotidianidade – para questionar o limite da obra de arte na atualidade.

· O humor e o absurdo como instrumentos de resistência e liberdade. Nesta mostra pretende-se expor uma estratégia para o comentário e a crítica social sobre a vida contemporânea.

· A transformação como ferramenta capaz de deslocar a percepção da obra e sugerir uma suspensão do tempo. Artistas serão convidados a realizar projetos que, durante o tempo de exibição da 7ª Bienal, apresentarão um ritmo de transformações constantes.

· O diálogo com a cidade, cuja trama os artistas modificam e resignificam, a modo de um texto público. Analisando as diversas manifestações artísticas e culturais próprias do ambiente urbano, pretende-se extrair os pontos fundamentais responsáveis por gerar e alimentar essas manifestações, assim como criar estruturas que as recebam e potencializem.

· A arte como espaço de projeção de ideias, de planificação, de comunicação, da imaginação. Este é um projeto vinculado aos processos visuais e comunicativos atuais, a ser gerido em duas etapas. A primeira é uma convocatória aberta a artistas de todo o mundo a apresentarem projetos "projetáveis" em seus vários sentidos: o projetável como o imaginado, aquilo que cria novos públicos ou aquilo que representa um território, como na cartografia. A segunda etapa é a seleção de um número determinado desses artistas para desenvolverem seus projetos especialmente para a 7ª Bienal do Mercosul. Uma outra quantidade de trabalhos será selecionada para ser acessada através do website da Bienal.

Dentre os programas está prevista a criação da Rádio Bienal. O projeto da Rádio procura captar e irradiar uma produção sonora específica, de caráter artístico e criada especialmente para a 7ª Bienal, além de funcionar como o centro de veiculação dos seminários e debates que ocorrerão durante o período da exposição. Com uma programação a ser produzida por artistas, curadores, críticos, público escolar e geral de Porto Alegre, desde os meses que antecedem as exposições, a rádio vai transmitir obras de arte sonoras, entrevistas, informações sobre a construção da 7ª Bienal e sobre o andamento das ações do Projeto Pedagógico.

Projeto Editorial

O projeto editorial da 7ª Bienal do Mercosul foi concebido em sintonia com o processo de concepção e construção das dinâmicas e conteúdos da própria Bienal. Está inserido em todos os programas, exposições, projetos e obras da Bienal. A curadoria editorial vai ser responsável pela elaboração do projeto gráfico e da identidade visual da 7ª Bienal do Mercosul, substituindo o conceito de publicidade pelo conceito de difusão.

O público poderá ver a Bienal desde muitos pontos de vista, respeitando o desenvolvimento conceitual de cada uma das exposições, mas ao mesmo tempo criando a possibilidade de organizar diversos sistemas de leituras. Publicações de grande tiragem e baixo custo, distribuídas gratuitamente durante a exposição, serão produzidas para oferecer diversas maneiras de visitar a mesma exposição, sob pontos de vista históricos, bibliográficos, políticos, culturais, sociais, entre outros. Esta curadoria pretende criar publicações distintas para cada público, algumas com informações simples para as crianças, outras um pouco mais complexas para o público em geral, e outras ainda muito mais complexas para os críticos, artistas e o público especializado.

Projeto Pedagógico

A curadoria pedagógica da 7ª Bienal do Mercosul propõe a educação como um espaço de desenvolvimento de ações transformadoras. A aplicação de propostas educativas desenvolvidas por artistas contemporâneos como métodos não-formais de ensino é uma das propostas inovadoras da curadoria pedagógica: cerca de 12 artistas convidados para projetos de residência trabalharão seus próprios métodos pedagógicos em comunidades de diferentes regiões do Estado, em um período anterior ao das exposições, com o objetivo de gerar uma experiência artística nas escolas e um evento artístico para a comunidade.

Dentre outras atividades previstas no Projeto Pedagógico da 7ª Bienal do Mercosul estão:

· Criação de um material pedagógico que será distribuído em todas as escolas da rede pública do estado e de outras regiões do Brasil

· Colaboração de artistas em oficinas educativas locais

· Criação de espaços pedagógicos ambulantes

· Encontros de trabalho, simpósios e publicações de Arte Educação

· Palestras de artistas e curadores

· Transporte gratuito para escolas

· Agendamento de grupos para visitas guiadas

· Encontros para formação de professores

· Curso para formação de mediadores

· Desenvolvimento de conteúdo pedagógico no website da Bienal

Perfis dos curadores

Victoria Noorthoorn (Argentina, 1971) - Curadora-geral. Curadora independente, formada em Artes pela Universidade de Buenos Aires e Master of Arts in Curatorial Studies pelo Bard College, Nova Iorque. Trabalhou no Museu de Arte Moderna (MoMA) e no The Drawing Center, em Nova Iorque, assim como no Malba-Fundació n Costantini, de Buenos Aires. Curou a 29ª Bienal de Arte de Pontevedra, Espanha (2006), Beginning With A Bang! From Confrontation to Intimacy: An Exhibition of Argentine Contemporary Artists 1960-2007, na Americas Society, Nova Iorque (2007), colaborou com a apresentação de León Ferrari na 52ª Bienal Internacional de Veneza (2007), e foi co-curadora do 41º Salão Nacional de Artistas em Cali, Colômbia (2008).

Camilo Yáñez (Chile, 1974) - Curador-geral. Artista visual e curador. Graduado e mestre em Artes pela Universidade do Chile. É professor da Universidade Diego Portales, da Universidade de Desenvolvimento e da UNIACC. Foi curador do Centro Cultural Matucana 100 (2001-2008) em Santiago de Chile. Foi co-editor de POBLADO, jornal visual sobre arte chilena contemporânea, distribuído pela ARCO 2006, e membro do Comitê Editorial do livro "Copiando el Edén. Arte Reciente en Chile", editado por Gerardo Mosquera e PuroChile ediciones, 2006.

Marina De Caro (Argentina, 1961) - Curadora pedagógica. Artista plástica. Formada em História da Arte pela Universidade de Buenos Aires, desde 1998 dirige um programa de formação de artistas. Entre 2001 e 2004 coordenou as relações institucionais, oficinas e publicações do Projeto TRAMA / Programa de Cooperação e Confrontação entre artistas. Expõe individual e coletivamente na Argentina e no exterior.

Roberto Jacoby (Argentina, 1944) - Curador adjunto. Artista plástico, em atividade desde os anos 60, quando criou em colaboração o manifesto "Por uma arte dos meios de comunicação" (1966) e participou de Tucumán Arde (1968), entre outros. Desde então, trabalhou nos campos da sociologia e da arte e explorou o desenvolvimento de redes experimentais, como a rede de artistas Bola de Nieve (1998), Chacra e Proyecto Venus (1999), além de diversas formas de colaboração, como a criação da Fundación Start (1999) e da revista Ramona (desde 2000), entre outras. Suas obras foram apresentadas em importantes exposições internacionais, entre elas Documenta Magazines, Kassel (2007); Inverted Utopias, Museum of Fine Arts, Houston (2004); e Global Conceptualism: Points of Origin, 1950s-1980s, Queens Museum of Art, Nova Iorque (1999).

Artur Lescher (Brasil, 1962) - Curador adjunto. Artista plástico. É professor na Faculdade Santa Marcelina, São Paulo, desde 1991. Desde 1984 participa de inúmeras exposições coletivas e expõe individualmente no Brasil e no exterior. Participou da 19ª e da 25ª edição da Bienal Internacional de São Paulo (1987 e 2002, respectivamente) e da 5ª Bienal do Mercosul (2005). Em 2002 é publicado o livro Artur Lescher, com textos de Aracy Amaral, Rafael Vogt e Arthur Nestrovski, pela editora Cosac & Naify.

Laura Lima (Brasil, 1971) - Curadora adjunta. Artista plástica, graduada em Filosofia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, estudou também na Escola de Artes Visuais do Parque Lage no Rio de Janeiro. É artista visual e co-diretora da galeria A Gentil Carioca, no Rio de Janeiro, juntamente com os artistas Márcio Botner e Ernesto Neto. Participou da 27ª Bienal Internacional de São Paulo (2006) e da 5ª Bienal do Mercosul (2005). Expõe individual e coletivamente no Brasil e em outros países.

Mario Navarro (Chile, 1970) - Curador adjunto. Artista plástico. Formado na Escola de Arte da Pontifícia Universidade Católica do Chile e na Universidade de Paris I, Pantheon Sorbonne, na França. É professor na Escola de Arte da Pontifícia Universidade Católica do Chile. Como curador organizou exposições em Valdivia, Santiago de Chile e Nova Iorque. Como artista expôs individualmente em varias cidades do mundo e participou de diversas exposições coletivas, como Les Rencontres Internacionales, no Centre Pompidou, Paris (2007); 27ª Bienal Internacional de São Paulo, Brasil (2006); e IV Bienal de Liverpool, Inglaterra (2006).

Erick Beltrán (México, 1974) - Curador editorial. Artista plástico, estudou na Escola Nacional de Artes Plásticas, UNAM, México. Leciona na Nuova Belle Arti Academy, em Milão/Itália. Expõe individualmente em varias cidades do mundo e participou, entre outras exposições coletivas, da 28ª Bienal Internacional de São Paulo (2008); Bienal de Lyon (2007); Société anonyme, Le Plateau, Paris (2007); e MDE07, Medellín (2007). Foi responsável pela imagem do III Simpósio Internacional de Arte Contemporânea, no México (2006) e do Centro Cultural México de Paris (2001).

Bernardo Ortiz (Colômbia, 1972) - Curador editorial. Desenhista e escritor, estudou Artes Plásticas na Universidade de Los Andes, Bogotá, e é Mestre em Filosofia pela Universidade do Valle, Cali, Colômbia. É professor da Universidade de Los Andes. É co-editor da revista Valdez, com François Bucher e Lucas Ospina. Entre suas mais importantes exposições se destacam: Documenta Magazines (revista Valdez), Kassel (2007) e MDE07, Medellín (2007). Foi curador da Bienal de Arte de Bogotá (MaMBo, 2006) e co-curador do 41º Salão Nacional de Artistas da Colômbia (2008).

Lenora de Barros (Brasil, 1953) – Co-curadora da Rádio Bienal. Poeta e artista visual, é formada em lingüística pela Universidade de São Paulo – USP. Iniciou seu trabalho na década de 70, desenvolvendo- o a partir de diversas linguagens, como o vídeo, a performance poética, a fotografia e a instalação. Expõe individual e coletivamente no Brasil e em outras cidades do mundo. Participou das mostras Entre a Palavra e a Imagem, Museu da Cidade de Lisboa (2007), 4ª Bienal do Mercosul (2005) e 25ª Bienal Internacional de São Paulo (1998), entre outras.

Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul

Criada em 1996, a Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul, com sede em Porto Alegre/RS, é uma instituição de direito privado, sem fins lucrativos, dedicada à preparação e à realização das mostras e eventos que constituem as Bienais do Mercosul. A Bienal do Mercosul é reconhecida como o maior conjunto de eventos dedicados à arte latino-americana no mundo.

Em doze anos de existência, a Fundação Bienal do Mercosul realizou seis edições da mostra de artes visuais, somando 399 dias de exposições abertas ao público, 50 diferentes exposições, 3.616.556 visitas, acesso totalmente franqueado, 919.723 agendamentos escolares, 165.229 m² de espaços expositivos preparados, áreas urbanas e edifícios redescobertos e revitalizados, 3.131 obras expostas, intervenções urbanas de caráter efêmero e 16 obras monumentais deixadas para a cidade, 128 patrocinadores e apoiadores ao longo da história, participação de 923 artistas, mais de mil empregos diretos e indiretos gerados por edição, além de seminários, palestras, oficinas, curso para professores, formação e trabalho como mediadores para 1.048 jovens. A Diretoria e os Conselhos de Administração e Fiscal da Fundação Bienal do Mercosul atuam de forma voluntária.

A Bienal de Artes Visuais do Mercosul é um grande e extenso projeto de exposição de arte contemporânea que acontece nos anos ímpares em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. A Bienal do Mercosul é reconhecida como o maior conjunto de eventos dedicados à arte contemporânea latino-americana no mundo e oportuniza o acesso à cultura e à arte a milhares de pessoas.

Ao longo de sua trajetória, a Bienal do Mercosul sempre teve como princípio a ênfase nas ações educativas. Por isso, seu projeto pedagógico tem sido visto como uma contribuição para a discussão sobre a arte educação no país e deve tornar-se referência mundial em eventos com o mesmo formato.

Assessoria de imprensa - Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul
Adriana Martorano e Luana Dalzotto

Fones: 51-3254 7533/ 9213 6558
email:
imprensa@bienalmerc osul.art. br
skype: adriana.martorano

Sala de Imprensa, Banco de imagens em alta resolução e outras informações no site: www.bienalmercosul. art.br

Janeiro de 2009

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

OSCAR 2009 : Academia revela os indicados ao prêmio

( 22/1) - Na manhã desta quinta-feira (22/1), o ator Forest Whitaker - Oscar de Melhor Ator por O Último Rei da Escócia em 2006 - juntou-se a Sid Ganis, presidente da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, para revelar os principais indicados ao prêmio mais badalado do cinema norte-americano. O anúncio foi feito no teatro Samuel Goldwyn, em Beverly Hills (EUA).

Apresentada por Hugh Jackman, a festa de entrega dos Oscars ocorre em 22 de fevereiro no teatro Kodak, em Los Angeles, em cerimônia transmitida ao vivo para 200 países.

Confira as categorias já reveladas:

Melhor Filme
O Curioso Caso de Benjamin Button
Frost Nixon
O Leitor
Slumdog Millionaire
Milk - A Voz da Igualdade

Melhor Diretor
Danny Boyle (Slumdog Millionaire)
Stephen Daldry (The Reader)
David Fincher (O Curioso Caso de Benjamin Button)
Ron Howard (Frost Nixon)
Gus Van Sant (Milk - A Voz da Igualdade)

Melhor Ator
Frank Langella (Frost Nixon)
Sean Penn (Milk)
Brad Pitt (O Curioso Caso de Benjamin Button)
Mickey Rourke (The Wrestler)
Richard Jenkins (The Visitor)

Melhor Atriz
Anne Hathaway (O Casamento de Rachel)
Angelina Jolie (A Troca)
Meryl Streep (Dúvida)
Kate Winslet (O Leitor)
Melissa Leo (Rio Congelado)

Melhor Ator Coadjuvante
Philip Seymour Hoffman (Dúvida)
Heath Ledger (Batman - O Cavaleiro das Trevas)
Robert Downey Jr. (Trovão Tropical)
Michael Shannon (Foi Apenas Um Sonho)
Josh Brolin (Milk - A Voz da Igualdade)

Melhor Atriz Coadjuvante
Amy Adams (Dúvida)
Penélope Cruz (Vicky Cristina Barcelona)
Viola Davis (Dúvida)
Marisa Tomei (The Wrestler)
Taraji P. Henson (O Curioso Caso de Benjamin Button)

Melhor Roteiro Original
Wall-E
Milk - A Voz da Igualdade
Na Mira do Chefe
Rio Congelado
Simplesmente Feliz

Melhor Roteiro Adaptado
O Curioso Caso de Benjamin Button, por Eric Roth e Robin Swicord
Dúvida, por John Patrick Shanley
Frost Nixon, por Peter Morgan
O Leitor, por David Hare
Slumdog Millionaire, por Simon Beaufoy

Melhor Filme Estrangeiro
Entre os Muros (França)
Der Baader Meinhof Komplex (Alemanha/ França/ República Tcheca)
Departures (Japão)
Revanche (Áustria)
Valsa com Bashir (Israel/ Alemanha/ França/ EUA)

Melhor Animação
Bolt - Supercão
Kung Fu Panda
Wall-E

fonte: yahoo

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Arte, Star Wars e Photoshop




Muito mais em: http://www.worth1000.com/search.asp?search=star%20wars&page=13

Sugestões de Reciclagem de Garrafas Pet







Mona Lisa por Meowza Katz



As Diferentes Faces de Mona Lisa


Meowza Katz recriou o quadro Mona Lisa inspirado em vários artistas como Roy Lichtenstein, Matt Groening (o criador de Simpsons e Futurama), Pablo Picasso, Andy Warhol e Jackson Pollock. Veja aqui como ficariam os traços de uma das mais famosas obras de Leonardo da Vinci se outros artistas a tivessem desenhado.

Barbies

Pedaços de Deborah Colotti


Deborah Colotti despedaça bonecas e faz novas combinações. Seu alvo principal são as bonecas Barbies. Veja suas montagens e outros trabalhos da artista americana clicando aqui.

Cartoon em Partículas


Em “Cartoon Particles” podemos ver alguns personagens Disney totalmente despedaçados. Mais no site (link).

Colheres Plásticas


Jill Townsley expôs no MAD - Museum of Arts and Design – esta incrível escultura chamada “Spoons” construída com mais de 9000 colheres de plástico e 3000 elásticos.


Celulares de Rob Pettit


O americano Rob Pettit colecionou mais de 5000 celulares para criar esta inusitada instalação de arte, iluminada de uma forma muito original, ou seja, com os próprios telefones.

TeleOvelhas

Partes de telefones velhos e sem utilidade foram transformadas em ovelhas por Jean-Luc Cornec. As peças foram expostas no Frankfurt Museum of Communications em 2004.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

TOY ART

Toy Art
Bonecos de design inusitado são a nova expressão da arte contemporânea e viram mania entre adultos


O Tokidoki tem cara de japonês, mas vem da Itália
Foto: www.tokidoki.it

Mais do que pura diversão ou simples consumismo, a toy art é um fenômeno da arte pop contemporânea. Os bonequinhos viraram moda entre adultos descolados do mundo todo, tal qual as coleções de figurinhas ou papel de carta eram na infância de quem já passou dos 25. Os bonecos são desenhados e customizados por designers, grafiteiros, gente do mundo da moda e outros artistas. Mas os toys vão muito além do entretenimento. Além de resgatar lembranças da época de criança, eles criticam e ironizam o estilo de vida da sociedade atual, tanto no formato, quanto na caracterização.

A toy art surgiu há pouco mais de dez anos, quando dois chineses apresentaram os bonecos do Comandos em Ação com roupas urbanas, no lugar dos uniformes do exército, e cabeças de outros personagens numa feira de brinquedos. Depois disso, a mania se espalhou pelo mundo, sendo a internet sua principal vitrine.


De pelúcia: R$ 580,00 na Plastik
No Brasil, os principais divulgadores são a The Toy e a Plastik. A primeira é uma lojinha virtual, que além dos bonecos, oferece camisetas e revistas sobre o tema. Também há uma galeria de fotos que mostra as coleções dos internautas. Já a Plastik, possui uma loja real, em São Paulo, com espaço para exposição de artistas e toys raros. Quanto mais exclusivo e cobiçado, maior é o preço. Por serem importados, os bonecos custam caro: varia de R$ 100,00 a R$ 1.500,00.

Na opinião de Carollina Lauriano, 24 anos, um dos motivos de sucesso da toy art é o lado lúdico: "Falar que não se cria um laço afetivo com os bonecos seria mentira, afinal, alguns deles despertam lembranças, como os personagens de filmes". Ela descobriu a toy art em 2005, por meio de um amigo que morava em Nova York. Encantou-se com a novidade e hoje tem cerca de 10 bonecos: "Alguns eu comprei pelo design, outros por serem personagens que eu gosto."


DIY Toy: R$ 2100,00 na Plastik
A criatividade é o principal ingrediente de quem produz toy art. O design pode ser pouco elaborado, como algo que lembre um cachorro ou um coelho, ou total nonsense, com formas ultra-futuristas ou personagens de desenhos em situações inusitadas, como o Mickey malvado. Os materiais também são diversos: vinyl, poliuretano, metal ou tecido e pelúcia. A aposta dos artistas brasileiros é nos produtos naturais, para dar uma cara artesanal à produção. Além de tecidos, eles investem em papel, resina e madeira.

Também há os DIY (Do It Yourself - faça você mesmo) Toys, que fazem sucesso por permitir que o próprio colecionador dê forma e cor ao seu boneco. Eles vêm num formato genérico e você pode cortar, derreter, moldar e pintar como quiser.


La la black - R$ 410,00 e Mickey underground R$ 950 na Plastik

Além de ajudar a matar a saudade dos brinquedos da infância, os toys também podem ser uma espécie de bichinho estimação, só que sem o lado ruim da sujeira e do barulho. Como objeto de decoração, são excelentes, já que conferem uma identidade e um colorido especial ao ambiente. Com tantos atrativos, já há marketeiros querendo pegar carona no sucesso da toy art para vender a sua marca. Veja o resultado:


Foto: www.sketchone.com

fonte: yahoo.com

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Obras Inusitadas São Exibidas em Castelo



O Castelo de Fontainebleau abrigou de 7 de setembro a 17 de novembro a exposição “Château de Tokyo / Palais de Fontainebleau”, recheada de obras bem inusitadas. Um dos destaques da mostra é a escultura de Daniel Firman, um elefante apoiado na tromba (imagem acima).

Órgãos de Lã



A alemã Sara Illenberger usa lã para tecer representações do orgãos humanos. Assim como este, a artista é cheia de projetos inusitados; veja seu trabalho clicando aqui.

O Artista da Poeira



Para o designer gráfico Scott Wade deixar de limpar o vidro traseiro do carro não é sinônimo de desleixo. O americano de 47 anos mora na zona rural em uma região do Texas que não é asfaltada e onde a poeira branca gruda e cobre tudo. Com tanta sujeira acumulada ele resolveu expressar sua arte de maneira inusitada desenhando nos vidros sujos e empoeirados.

Homer Simpson



O artista digital Saleem , da empresa Destination Creation, fez uma simulação de como seria o Homer Simpson na vida real. O responsável pela recriação, utilizou uma fotografia de um homem com cerca de 30 anos de idade e calvo, assim como Homer. Utilizando softwares de edição digital de imagens, ele reposicionou os olhos, orelhas e outros elementos da face, além de fazer um tratamento na cor, para chegar à semelhança do personagem do desenho animado de Matt Groening. O resultado passo-a-passo pode ser conferido em um vídeo disponível no site da empresa.

Caveira de Luxo



O polêmico artista britânico Damien Hirst, apresentou em Junho de 2007, Londres, uma valiosa caveira de platina, cravada de diamantes, avaliada em 50 milhões de libras ( US$ 98 milhões). O crânio foi totalmente coberto com 8.601 diamantes e os novos dentes que a peça ganhou foram refeitos ao preço de 14 milhões de libras (R$ 56 milhões). Acredita-se que o crânio tenha pertencido a um europeu de 35 anos que viveu entre os anos 1720 e 1810.


Roupas Viram Obras de Arte



Os artistas cubanos Alain Guerra e Neraldo de La Paz são os responsáveis por esta obra feita com inúmeras peças de roupas. No site deles há outras instalações muito inusitadas com o mesmo objeto.

The Shoe Art



O artista inglês Jethro Haynes adora usar tênis em suas obras. O efeito é bem inusitado e você pode conferir as peças em seu website.

Pintando Em Pedras



Suzi Chua sempre gostou de pintar e desenhar animais. Começou pintando por hobby, principalmente pássaros, pois sempre foi fascinada pela diversidade de cores dos animais. Começou a realizar pinturas em pedras acidentalmente quando seu marido comprou algumas pedras para enfeitar o jardim. Resolveu colocar um pouco de cor pintando flores sobre as pedras brancas. A artista, nascida na Malásia, faz um lindo trabalho de pintura sobre as pedras, e expõe suas obras em seu website.

As Incríveis Esculturas de Ron Mueck



As esculturas de Ron Mueck são impressionantes e muito realistas. Desde pequeno o artista australiano está envolvido com a arte. Seus pais faziam brinquedos e ele trabalhou em programas infantis por 15 anos antes de começar a criar efeitos especiais para filmes. Ele começou sua própria empresa em Londres fazendo modelos para propagandas.


A Arte de Apontar Lápis



Eu não sabia que apontar lápis poderia se transformar em uma arte, com direito a explicação de diversas técnicas com prós e contras de cada uma delas. Para ler o artigo completo, no blog de Matthew James Taylor. Em Inglês.

Pintando a Vida Com Uma Bic



O artista Juan Francisco Casas faz trabalhos incríveis utilizando apenas canetas esferográficas. A inspiração para as pinturas são as fotografias do seu próprio cotidiano. Veja tudo o que ele consegue fazer com uma Bic clicando aqui.


Arte Com Garrafas Pet



E pensar que todas estas pequenas e gigantescas esculturas foram feitas com garrafas plásticas! Muito trabalho e bastante criatividade.

As Micro Esculturas de Willard Wigan



Willard Wigan faz esculturas hiper detalhadas de tamanho inacreditável. A sua prancheta geralmente é a cabeça de um prego e a moldura é o buraco de um alfinete. Tão incrível quanto o tamanho de suas obras é o valor de seu seguro. Sua coleção de 70 micro esculturas foi segurada em 11,2 bilhões de libras pelo Lloyd’s de Londres.

Marionetes Famosos



Veja algumas imagens de marionetes de celebridades; mais um bom trabalho de Photoshop. Clique aqui.


Shigeo Fukuda, o Mestre das Ilusões



Shigeo Fukuda é especialista em criar ilusões de ótica. Ele cria esculturas que parecem totalmente diferentes dependendo do ponto de vista. O artista japonês também criou a arte ilusionista (bidimensional e tridimensional) em muitas categorias como as de objetos impossíveis, esculturas ambíguas e projeções distorcidas. Fukuda graduou-se pelo Departamento de Design da Universidade Nacional de Belas Artes e Música de Tóquio, em 1956 e desde 1966 vem obtendo vários prêmios em diversas exposições, festivais e eventos. Em suas ilusões frequentemente mostra formas humanas com um toque de bom humor.


A Arte da Taxidermia, Criaturas Customizadas



“Eu chamo de arte, você pode chamar do que quiser”! Com esse slogan, a artista e naturalista Sarina Brewer, dá nova vida aos animais. Ela recebe doações de animais mortos e com todo respeito que tem por eles e pelo mundo natural imortaliza e preserva as partes de seus corpos através da taxidermia. Ao adicionar outras partes e adereços aos bichos torna suas obras peças bastante inusitadas e controversas. Cansado dos animais normais? Acesse o site Custom Creature Taxidermy.

E mais:

Animais Mortos Viram Obras de Arte


Designers e artistas de vanguarda prometem chocar os visitantes da London Design Festival, uma exposição recheada de obras inusitadas – e de gosto muito duvidoso. O evento reunirá objetos do cotidiano e animais - alguns deles aparentemente mortos há pouco tempo - acomodados em taças, bandejas e urnas de vidro. As obras, consideradas perturbadoras, representam uma corrente artística na qual os criadores contemporâneos propõem um retorno as formas realistas em seu trabalho, rejeitando as abstrações que dominam o mercado de arte. Eles buscam inspiração em criaturas vivas e tentam provocar reações intensas no público. A exposição acontece entre os dias 13 e 23 de setembro em Londres (Inglaterra).

Guloseimas em Tricô



O trabalho artesanal de Ed Bing Lee é muito interessante. Na série “Delectables” o artista americano apresenta belos exemplos de guloseimas, todas feitas em tricô. Lee realiza esse tipo de trabalho com lãs e linhas há mais de 25 anos.


Além dos Limites


“Beyond Limits” é uma exposição de esculturas contemporâneas que está sendo realizada nos jardins de Chatsworth House, em Derbyshire (Inglaterra). Este evento reúne o trabalho de 20 artistas modernos incluindo Marc Quinn, Salvador Dali e Fernando Botero. A exibição anual é organizada em associação com a Sotheby’s e está aberta ao público até novembro. Uma das obras mais inusitadas é uma escultura de Quinn, um bebê intitulado Planet (imagem acima).

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

...

"E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música."


Nietzsche

...

The artist, if he is not to forgotten how to listen,
must retain the vision which includes angels and
dragons and unicorns, and all the lovely creatures
which our world would put in a box marked Children
Only! ~ Madeleine L'Engle

terça-feira, 27 de maio de 2008

Culinária também é arte...


Essa receita é uma obra de arte...




Bolo Caneca de 3 Minutos
Culinarista Mauro Rebelo


Este é um bolo surpreendente.
Você prepara na própria caneca que irá consumir em apenas 3 minutos no microondas.

Vale experimentar!

Você não vai querer outra vida.

Ingredientes:

1 ovo pequeno
4 colheres (sopa) de leite
3 colheres (sopa) de óleo
2 colheres (sopa) rasas de chocolate em pó
4 colheres (sopa) rasas de açúcar
4 colheres (sopa) rasas de farinha de trigo
1 colher (café) de fermento em pó

Modo de Preparo:
Coloque o ovo na caneca e bata bem com garfo.
Acrescente o óleo, o açúcar, o leite, o chocolate e bata mais.
Acrescente a farinha e o fermento e mexa delicadamente até incorporar.
Leve por 3 minutos no microondas na potência máxima.

Calda:

Ingredientes:
2 colheres (sopa) de leite
1 colher (chá) de manteiga
1 ou 2 colheres (sopa) rasas de açúcar
3 colheres (sopa) rasas de chocolate em pó

Modo de Preparo:
Misture tudo e coloque por 30 segundos no microondas na potência máxima
Coloque no bolo ainda quente.

Dicas Importantes:

* Dimensões desta caneca:
9,5 de coprimento (altura)
8,5 de diâmetro (largura da boca da caneca)
Capacidade de 300ml

* A colher (sopa) da farinha, do chocolate e do açúcar são rasas. Se colocar colher (sopa) fazendo morro, o bolo vai ficar duro.

* Se você deseja desenformar da caneca, unte uma outra caneca com margarina e farinha de trigo, coloque a massa e leve o bolo para assar.

* Você pode servir este bolo com sorvete.

receita tirada deste link: http://culinariareceitas.blogspot.com/2008/04/bolo-na-caneca-3-minutos.html

terça-feira, 20 de maio de 2008

Sobre Arte - por Rainer Maria Rilke

"Pois arte é infância. Arte significa não saber que o mundo já é, e fazer um. Não destruir nada que se encontra, mas simplesmente não achar nada pronto. Nada mais que possibilidades. Nada mais que desejos. E, de repente, ser realização, ser verão, ter sol. Sem que se fale disso, involuntariamente. Nunca ter terminado. Nunca ter o sétimo dia. Nunca ver que tudo é bom. Insatisfação é juventude."

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Revi ontem e recomendo: O casamento de Muriel

Com Toni Collette, Rachel Griffiths, Jeanie Drynan, Gennie Nevinson Brice, David Van Arkle, Lapaine Tania, Steve Smith, Genevieve Picot, Daniel Lapaine, Rob Steele, Richard Morecroft, John Walton,
Direção de P. J. Hogan, 1994, Austrália.


Sinopse:
Menosprezada pelo pai e rejeitada por suas amigas, Muriel é uma jovem cujo sonho de realização e sucesso pode ser traduzido em uma única palavra: casamento.
Em sua luta para ser aceita e escapar de sua triste rotina, ela tenta de tudo. Para aliviar os momentos de frustração, faz das músicas da banda Abba seu refúgio contra a solidão.
O que ela ainda não sabe é que grandes surpresas, alegrias e fortes emoções estão à sua espera nesta deliciosa e nada convencional comédia que, acima de tudo, celebra a amizade, os sonhos e a busca pela realização pessoal. Um filme de grande sucesso de público e crítica, que revelou ao mundo o diretor P. J. Hogan (O Casamento de Meu Melhor Amigo, Peter Pan 200) e a atriz Toni Collette (O Sexto Sentido e Connie e Carla, as Rainhas da Noite).

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Fayga Ostrower

"Criar é tão difícil ou fácil como viver. E é do mesmo modo necessário."
Fayga O.

cito, logo existo

"A cor é a música dos olhos"
Goethe

"Isso de querer
ser exatamente aquilo
que a gente é
ainda vai
nos levar além."
P. Leminski

“A mente humana, em suas intermináveis mudanças, é como a água que flui de um rio ou a chama de uma lamparina; como um macaco, ela pula o tempo todo sem cessar.”
Buda

"A arte é uma magia que liberta a mentira de ser verdadeira."
Theodor Adorno

"Mude seus pensamentos e mudará o mundo!"
Norman Vicent Peale

"Eu não pinto as coisas como as vejo, mas sim como as penso."
Picasso

"A arte é a forma mais intensa de individualismo que o mundo conhece."
Oscar Wilde

"Foi transformando-me dia após dia que percebi que o processo é a raiz do movimento."
Heráclito

"A arte é a contemplação: é o prazer do espírito que penetra a natureza e descobre que ela também tem uma alma. É a missão mais sublime do homem, pois é o exercício do pensamento que busca compreender o universo, e fazer com que os outros o compreendam."
Auguste Rodin

"Ninguém devia barganhar com um artista."
Beethoven

"Pintar como os pintores do renascimento me levou alguns anos, pintar como os pequenos me levou toda a vida."
Pablo Picasso

"Durante boa parte da vida achei que o poeta, o artista, tinha de mudar a consciência das pessoas e fazer da sua obra um instrumento dessa mudança. Hoje acho que, antes de fazer arte com esta ou aquela finalidade, você tem que fazer arte de fato."
Ferreira Gullar

"O artista é aquele que fixa e torna acessível aos demais humanos o espetáculo de que participam sem perceber"
Maurice Merleau-Ponty

quarta-feira, 19 de março de 2008

Memórias Íntimas em Literatura

Um amor para recordar
"Carta a D." é uma elegia do filósofo André Gorz para a mulher com quem viveu 50 anos


Histórias de amor com algo de fatalidade estão sempre no limite incômodo entre a emoção e a hiperglicemia. É, portanto, surpreendente quando aparece um ensaio conciso, seco, honesto no limite do brutal e que é, antes de tudo, uma dilacerante carta de amor.

É o caso de Carta a D. (Annablume/Cosac Naify, 80 páginas, R$ 22,80), um relato do filósofo francês André Gorz escrito para sua esposa, a inglesa Dorine Keir, já no fim da vida do casal, ambos intelectuais militantes de esquerda.

Pouco conhecido no Brasil, Gorz (austríaco de nascimento cujo nome original era Gerhard Hirsch) foi um dos grandes pensadores europeus de esquerda no século 20. Amigo de Jean-Paul Sartre e de Simone de Beauvoir, foi um dos fundadores da revista Le Nouvel Observateur e diretor da publicação Les Temps Modernes, fundada por Sartre em 1944. Publicou dezenas de livros sobre a questão social e as relações de trabalho no capitalismo e foi um pioneiro da causa ambiental.

Carta a D., best-seller imediato na França em 2005, foi sua última obra. O livro é, ao mesmo tempo, uma reflexão lúcida e descarnada sobre o valor do amor e um balanço final da vida de seu autor, o que inclui, forçosamente e em primeiro lugar, o casamento de mais de meio século que teve com a inglesa Dorine. É ela a D. a quem a "carta" se dirige, em um texto no qual o racional ex-marxista reconhece que sua formação intelectual muitas vezes impediu-o de assumir uma postura mais emocional ao analisar os sentimentos transbordantes que nutria pela esposa.

D. não foi apenas a mulher com quem Gorz passou a vida, foi aquela com quem ele escolheu terminá-la. Em setembro do ano passado, o casal, então já com mais de 80 anos, se suicidou. Ela sofria de uma grave doença degenerativa provocada por uma substância de contraste para Raio X que não foi eliminada pelo organismo. Ao testemunhar os anos de batalha da mulher com a dor, Gorz já sinalizava na Carta a D. a atitude que o casal tomaria: "Nós desejaríamos não sobreviver um à morte do outro. Dissemo-nos sempre, por impossível que seja, que, se tivéssemos uma segunda vida, iríamos querer passá-la juntos".

A Carta a D. de André Gorz é um testemunho que vem se juntar a um tipo peculiar recente de livros de memórias e depoimentos. Textos que buscam, por meio de narrativas de uma qualidade literária mais trabalhada, fazer uma arqueologia dos afetos revirando escombros da memória (leia abaixo). Uma linhagem que remonta ao best-seller de 2005 O Ano do Pensamento Mágico, de Joan Didion, publicado em 2006. Textos que, como Carta a D., em vez de simplesmente narrar suas memórias, refletem sobre o próprio processo que as cristalizou.


A Encomenda
A americana A.M. Homes, aclamada como uma das mais perturbadoras revelações literárias em língua inglesa com o romance O Fim de Alice, no qual narrava uma história pelo ponto de vista de um pedófilo, reconta a experiência traumática de se descobrir adotada pela família que sempre pensou ser sua. A história vem à tona depois que a mãe biológica, que a vendeu na infância, retorna para restabelecer contato já com Homes tornada escritora famosa. Com honestidade brutal e a ironia ácida que haviam celebrizado sua prosa, Homes revisita suas tentativas titubeantes de restabelecer contato com a mãe desequilibrada e com o pai reticente, que quer conhecê-la mas insiste em manter sua esposa e seus outros filhos sem saber da existência dessa filha. Um mergulho emocional nas trevas. Nova Fronteira, 222 páginas, R$ 29,90.


Sobre Alice
Durante anos, o jornalista Calvin Trillin calcou muitos de seus textos para a New Yorker na rotina familiar que vivia em companhia da esposa, Alice, e de seus filhos. Trillin é especialista em um certo tipo de texto jornalístico muito popular nos Estados Unidos, o relato do cotidiano com um viés centrado principalmente no humor, algo aparentado com a nossa crônica de imprensa mas com menos lirismo e mais espírito. Muitos desses textos tinham por protagonista a Alice que é tema e título deste último livro escrito pelo jornalista sobre a esposa, também escritora e educadora. Usando o mesmo humor que sempre exercitou em suas crônicas, ele dá voz à saudade da mulher, morta após 36 anos de vida em comum, vencida por um câncer. Trillin faz a elegia de sua musa com auto-ironia e graça que evitam a pieguice. Editora Globo, 96 páginas, R$ 17.

fonte: Zero Hora

terça-feira, 18 de março de 2008

Propriedade Privada (Nue Propriété)

...Vi e recomendo:


* Sinopse
Pascale (Isabelle Huppert) vive em uma antiga fazenda restaurada com seus dois filhos gêmeos, François (Yannick Renier) e Thierry (Jérémie Renier), adultos incapazes de seguir a vida por conta própria. Após um longo casamento e o divórcio, ela e o marido continuam a brigar. O novo companheiro de Pascale a encoraja a vender a propriedade e, com o dinheiro, abrir uma pousada nos Alpes. Os filhos se opõem com violência e se desentendem com o namorado da mãe. Desesperada pela falta de liberdade, Pascale sai de casa. Sua ausência provocará uma verdadeira guerra entre os filhos.



* Informações Técnicas
Título no Brasil: Propriedade Privada
Título Original: Nue Propriété
País de Origem: Luxemburgo / Bélgica / França
Gênero: Drama
Classificação etária: 14 anos
Tempo de Duração: 105 minutos
Ano de Lançamento: 2006
Estréia no Brasil: 05/10/2007
Site Oficial: http://www.hautetcourt.com/fiche.ph p?pkfilms=124
Estúdio/Distrib.: Imovision
Direção: Joachim Lafosse

* Elenco
Isabelle Huppert ... Pascale
Jérémie Renier ... Thierry
Yannick Renier ... François
Kris Cuppens ... Jan
Patrick Descamps ... Luc
Raphaëlle Lubansu ... Anne
Sabine Riche ... Gerda
Dirk Tuypens ... Dirk
Philippe Constant ... Ami de Jan
Catherine Salée ... Amie de Jan
Delphine Bibet ... Karine

segunda-feira, 10 de março de 2008

Norman McLaren

Sala P.F. Gastal exibe obra completa do animador canadense Norman McLaren (4 a 16/Mar)

A partir da próxima terça-feira, 4 de março, a Sala P. F. Gastal, no 3º andar da Usina do Gasômetro (Av. Presidente João Goulart, 551) apresenta retrospectiva da obra completa e restaurada do animador canadense Norman McLaren (1914-1987).

Numa promoção conjunta do Consulado Geral do Canadá e do National Film Board do Canadá (NFB), esta retrospectiva foi exibida primeiro na Cinemateca Brasileira (São Paulo) e agora viaja pelas principais capitais do país. Composta de 10 programas que reúnem e apresentam os filmes de McLaren a partir de diferentes recortes, técnicos e temáticos, a mostra inclui ainda um documentário sobre o cineasta, inédito no Brasil. A exibição acontece até o dia 16 de março, onde o público poderá entrar em contato com a obra única de McLaren, em três sessões diárias, com entrada franca.

Pioneiro do cinema de animação e fundador do departamento de animação do National Film Board do Canadá, Norman McLaren é um dos maiores nomes do gênero da história do cinema. Seu brilho, criatividade e consciência social continuam a influenciar os cineastas até hoje. Desde as primeiras experiências cinematográficas na Escócia em 1933 até seu último filme no NFB em 1983, o conjunto das obras de McLaren revela talento e criatividade extraordinários, bem como profundas raízes humanistas.

Artista complexo e criador prolítico, MacLaren abriu novos caminhos e possibilidades dentro de um leque amplo de mídias e estilos. Foi um mestre do filme direto – ao riscar no celulóide, criando até mesmo sons sintéticos ao desenhar sobre pistas óticas sonoras. Abriu caminho na técnica chamada pixilation, na qual atores e objetos são filmados quadro a quadro e transformados em marionetes. Foi pioneiro na música visual, explorando novas maneiras para criar representações visuais da música que ele tanto amou, e outras vezes explorou o movimento puro. Cinema abstrato, surrealista, dança – nenhuma área ficou ausente da incansável imaginação de McLaren.

Norman McLaren, acima de tudo, era movido por um profundo compromisso com o pacifismo, os direitos humanos e a justiça social. Da mesma maneira como foi um inovador na forma, liderou a fusão da arte com a consciência social, e esse legado inspirou gerações de cineastas engajados em questões sociais.

Restaurar os clássicos de McLaren foi um trabalho de amor de toda a equipe do NFB, reconhecido com um prêmio da Federação Internacional de Bibliotecas Audiovisuais e Comerciais, de Londres, para a Melhor Restauração ou Projeto de Preservação em Arquivos. Ao devolver essas estimadas obras para a grande tela, o NFB trabalha para que todo o mundo redescubra o gênio de um dos animadores mais influentes do Canadá e da história do cinema.

* Confira abaixo PROGRAMAÇÃO e GRADE DE HORÁRIOS *

PROGRAMAÇÃO

Programa McLAREN CLÁSSICOS (Exibição em DVD, 75")

As obras-primas de Norman McLaren, cuidadosamente restauradas por artesãos do National Film Board of Canada (NFB), reluzem com um novo brilho. Os trabalhos foram restaurados usando materiais conservados no NFB, no Arquivo Nacional do Canadá e na Cinemateca de Quebec. Ao limpar as imagens e as trilhas sonoras dos filmes, os restauradores foram cuidadosos em respeitar o trabalho de McLaren, garantindo que os traços artesanais de suas obras permanecessem evidentes.

Norman McLaren"s Opening Speech / Discours de bienvenue de Norman McLaren
(Canadá, 1961, 7") • Stars and Stripes / Étoiles et bandes (Estados Unidos, 1940, 2", sem diálogos) • Hen Hop (Canadá, 1942, 4", sem diálogos) • Begone Dull Care / Caprice en couleurs, co-dirigido por Evelyn Lambart (Canadá, 1949, 8", sem diálogos) • A Chairy Tale / Il était une chaise, co-dirigido por Claude Jutra (Canadá, 1957, 10", sem diálogos) • Lines Horizontal / Lignes horizontales, co-dirigido por E. Lambart (Canadá, 1962, 6", sem diálogos) • Blinkity Blank (Canadá, 1955, 5", sem diálogos) • Le merle (Canadá, 1958, 4", sem diálogos) • Neighbours / Voisins (Canadá, 1952, 8", sem diálogos) • Synchromy / Synchromie (Canadá, 1971, 8", sem diálogos) • Pas de deux (Canadá, 1968, 13", sem diálogos)

Programa PRIMEIROS FILMES (Exibição em DVD, 77")

Em 1936, na Escócia, o jovem Norman McLaren participou de um festival de cinema amador. Seu trabalho foi notado por John Grierson, que era membro do júri. Grierson ofereceu a McLaren um trabalho na divisão de cinema dos Correios (GPO) de Londres, onde dirigia trabalhos criativos e inovadores. McLaren começou então a fazer experiências com técnicas de animação sem câmera, tanto no Reino Unido quanto nos Estados Unidos (Love on the Wing é sua primeira obra-prima). Enquanto isso, Grierson foi para o Canadá fundar o NFB, e recrutou McLaren para a instituição em 1941. O resto, como dizem, é história.

Beginnings / Les débuts, de Éric Barbeau (Canadá, 2005, 5") • 7 till 5 (Reino Unido, 1933, 13", silencioso) • Camera Makes Whoopee (Reino Unido, 1935, 25", silencioso) • Polychrome Fantasy (Reino Unido, 1935, 3", silencioso) • Book Bargain (Reino Unido, 1937, 8") • Mony a Pickle, co-dirigido por Richard Massingham e Alberto Cavalcanti (Reino Unido, 1938, 4") • The Obedient Flame (Reino Unido, 1939, 10") • Love on the Wing (Reino Unido, 1938, 4", sem diálogos) • July 4th, 1941 (test), co-dirigido por Guy Glover e outros (Estados Unidos, 1941, 3", silencioso) • Stars and Stripes / Étoiles et bandes (Estados Unidos, 1940, 2", sem diálogos)

Programa A ARTE DO MOVIMENTO (Exibição em DVD, 80")

Norman McLaren começou sua carreira rabiscando e desenhando diretamente na película. Os filmes que dirigiu usando esta técnica demonstram seu senso inigualável de movimento. Ao assistirem estes filmes, os espectadores são atraídos pelo puro dinamismo que os fotogramas transmitem. Devemos a McLaren uma famosa afirmação: "O que acontece entre um fotograma e outro é mais importante do que o que acontece em cada fotograma".

The Art of Motion / L"art en mouvement, de Éric Barbeau (Canadá, 2005, 3") • Begone Dull Care / Caprice en couleurs, co-dirigido por Evelyn Lambart (Canadá, 1949, 8", sem diálogos). • Lines Vertical / Lignes verticales, co-dirigido por Evelyn Lambart (Canadá, 1960, 6", sem diálogos) • Lines Horizontal / Lignes horizontales, co-dirigido por Evelyn Lambart (Canadá., 1962, 6", sem diálogos) • The Making of Mosaic (test), co-dirigido por Evelyn Lambart (Canadá., 1960-2004, 1", silencioso) • Mosaic / Mosaïque, co-dirigido por Evelyn Lambart (Canadá, 1965, 5", sem diálogos) • Spook Sport, co-dirigido por Mary Ellen Bute (Estados Unidos, 1940, 8", sem diálogos) • Fiddle-de-dee (Canadá, 1947, 3", sem diálogos) • Le merle (Canadá, 1958, 4", sem diálogos) • Le merle - tests and outtakes / Le merle - test et chutes (Canadá, 1948, 3", silencioso) • Hoppity Pop (Canadá, 1946, 2", sem diálogos) • Mail Early
(Canadá, 1941, 2", sem diálogos) • Mail Early for Christmas (Canadá, 1959, 1", sem diálogos) • Chaplin Test (Canadá, anos 1940, 1", silencioso) • New York Lightboard Record (Canadá, 1961, 8", silencioso) • Birdlings (test) (Canadá, 1967, 4", silencioso) • Short and Suite (Canadá, 1959, 5", sem diálogos)

Programa GUERRA E PAZ (Exibição em DVD, 71")

As hostilidades da Segunda Guerra Mundial afligiram muito o jovem Norman McLaren e uma linha pacifista surgiu em seu trabalho. Embora tenha feito filmes destinados a apoiar as tropas e promover o esforço de guerra, McLaren também ficou interessado na natureza dos conflitos, como podemos ver em trabalhos como A Chairy Tale e o famoso Neighbours. Sob o humor existe uma profunda preocupação pelo estado do mundo.

War and Peace / Guerre et Paix, de Éric Barbeau (Canadá, 2005, 5") • News for the Navy
(Reino Unido, 1937-1938, 11") • Hell Unlimited, co-dirigido por Helen Biggar (Reino Unido, 1936, 19", silencioso) • Snakes (unfinished film) (Canadá, versão de 1943, 1", silencioso) • Keep Your Mouth Shut (Canadá, 1944, 2") • Our Northern Neighbour (animated excerpt from "The Wook"), co-dirigido por Tom Daly (Canadá, 1944, 1") • V for Victory (Canadá, 1941, 2", sem diálogos) • 5 for 4 (Canadá, 1942, 3", sem diálogos) • Dollar Dance (Canadá, 1943, 4", sem diálogos) • A Chairy Tale – Tests and Outtakes / Il était une chaise - tests et chutes, co-dirigido por Claude Jutra (Canadá, 1956-1957, 4", silencioso) • A Chairy Tale / Il était une chaise, co-dirigido por Claude Jutra (Canadá, 1957, 10", sem diálogos) • A Chairy Tale – Alternate Ending / Il était une chaise - essai pour séquence de fin, co-dirigido por Claude Jutra (Canadá, 1956-1957, 1", sem diálogos) • Neighbours / Voisins (Canadá, 1952, 8", sem diálogos)

Programa PINTANDO COM LUZ (Exibição em DVD, 69")

Os filmes que Norman McLaren fez com lápis de cera (La Poulette Grise) e giz (Là-haut sur ces montagnes) demonstram notáveis efeitos de luz. Suas origens vêm da fascinação de McLaren pelo jogo de luzes que acompanha o movimento das nuvens no céu. Para McLaren, o movimento é, às vezes, sugerido pelas variações sutis da luz sobre os objetos ou as paisagens. Em outros filmes, como Blinkity Blank, seu trabalho com luzes lembra mais as pirotecnias.

Painting with Light / Peintre de la lumière, de Éric Barbeau (Canadá, 2005, 5") • La Poulette grise (Canadá, 1947, 6", sem diálogos) • La Poulette grise – test (Canadá, 1947, 4", silencioso) • Là-haut sur ces montagnes (Canadá, 1945, 3", sem diálogos) • Là-haut sur ces montagnes – test (Canadá, 1944, 1", silencioso) • McLaren at Play (tests) (Canadá, anos 1940, 5", silencioso) • Spheres / Sphères, co-dirigido por René Jodoin (Canadá, 1969, 7", sem diálogos) • Blurr Test (Canadá, 1956-1957, 11", silencioso) • The Flicker Film (unfinished film) (Canadá, 1961, 4", sem diálogos) • Serenal (Canadá, 1959, 3", sem diálogos). • Pinscreen Tests (Canadá, 1961, 1", silencioso) • The Seasons / Les Saisons (unfinished film) (Canadá, 1966, 5") • The Corridor (unfinished film) (Canadá, anos 1950, 1") • Little Negro (unfinished film) (Canadá, anos 1940, 2", silencioso) • C"est l"aviron (Canadá, 1944, 3", sem diálogos) • Bounce Film (test) (Canadá, versão 1960, 1", silencioso) • Doors (unfinished film) (Canadá, final dos anos 1950, 2", silencioso) • Blinkity Blank (Canadá, 1955, 5", sem diálogos)

Programa SURREALISMO (Exibição em DVD, 61")

Nos anos 30, Norman McLaren descobriu Fantasmagorie, de Émile Cohl, e A Night on Bald Mountain, da dupla Alexandre Alexeieff e Claire Parker. Ambos os filmes são construídos a partir de uma série de transformações ousadas e apaixonantes. McLaren foi também influenciado pelo pintor surrealista francês Yves Tanguy e em muitas ocasiões adotou uma estética surrealista – transferindo para os filmes as imagens de seu inconsciente. Além disso, alguns de seus trabalhos abstratos e semi-abstratos compartilham também de uma sensibilidade semelhante.

Surrealism / Surréalisme, de Éric Barbeau. (Canadá, 2005, 4") • A Little Phantasy on a Nineteenth Century Painting (Canadá, 1946, 4", sem diálogos) • A Phantasy (Canadá, 1952, 7", sem diálogos) • Essai de paysage à la Tanguy (test) (Canadá., 1944, 1") • Pen Drawings (test) (Canadá, anos 1940, 2", silencioso) • The Head Test (unfinished film) (Canadá, 1944, 3") • Serenal (Canadá, 1959, 3", sem diálogo) • The Hypnosis Film (test) (Canadá, anos 1960, 1", silencioso) • Begone Dull Care / Caprice en couleurs, co-dirigido por Evelyn Lambart
(Canadá, 1949, 8", sem diálogos) • Love on the Wing (Reino Unido, 1938, 4", sem diálogos) • Surrealistic Hand Drawing (unfinished film) (Canadá, 1939-1945, 1", silencioso) • Hen Hop
(Canadá, 1942, 4", sem diálogos). • Boogie-Doodle (Estados Unidos, 1940, 3", sem diálogos) • Fiddle-de-dee (Canadá, 1947, 3", sem diálogos) • Dots / Points (Estados Unidos, 1940, 2", sem diálogos) • Scherzo (Estados Unidos, 1939, 1", sem diálogos) • Loops / Boucles (Estados Unidos, 1940, 3", sem diálogos) • NBC Valentine Greeting (Estados Unidos, 1939, 2", sem diálogos) • Short and Suite (Canadá, 1959, 5", sem diálogos)

Programa O ANIMADOR ENQUANTO MÚSICO (Exibição em DVD, 70")

A música foi uma das artes que mais influenciou Norman McLaren. Em um filme como Canon, o cineasta cria um visual equivalente à estrutura musical. O resultado apresenta humor e inventividade. McLaren foi também pioneiro no campo da música eletrônica, experimentando com sons sintéticos e criando trilhas sonoras diretamente nos filmes a partir de três técnicas diferentes: pintando a pista de som em película transparente, riscando o som numa película emulsionada e fotografando o som no filme.

The Animator as Musician / L"animateur musicien, de Éric Barbeau (Canadá, 2005, 5") • Workshop Experiments in Animated Sound (test) (Canadá, 1957, 5") • Loops / Boucles (Estados Unidos, 1940, 3", sem diálogos) • Pen Point Percussion / À la pointe de la plume (Canadá, 1951, 6") • Neighbours / Voisins (Canadá, 1952, 8", sem diálogos) • Animated Sound Test (Canadá, versão de 1950, 3", sem diálogos) • Le merle rehearses (unfinished film) (Canadá, final dos anos 1950, 3", sem diálogos) • Canon, co-dirigido por Grant Munro (Canadá, 1964, 9", sem diálogos) • Korean Alphabet (Canadá, 1967, 7", sem diálogos) • Synthetic Music Experiments / Expérimentation de musique synthétique (test) (Canadá, anos 1950, 5", sem diálogos) • Mosaic / Mosaïque, co-dirigido por Evelyn Lambart (Canadá, 1965, 5", sem diálogos) • Test A for Synchromy (Canadá, anos 1960, 1", sem diálogos) • Test B for Synchromy (Canadá, final dos anos 1960, 3", sem diálogos) • Synchromy / Synchromie (Canadá, 1971, 7", sem diálogos)

Programa DANÇA (Exibição em DVD, 76")

A paixão de Norman McLaren pelo movimento o conquistou para o mundo da dança. Seus amigos próximos dizem que ele frequentemente assistia recitais de balé, e que adoraria ter sido um bailarino. Alguns filmes de McLaren parecem danças frenéticas cheias de motivos abstratos, enquanto outras fazem referência mais explícita à dança – inclusive os balés de várias criaturas de seu bestiário (como galinhas, melros e outros pássaros). McLaren também criou três filmes de dança, entre os quais Pas de deux, sensual e encantadora obra-prima.

Dance / Le danseur, de Éric Barbeau (Canadá, 2005, 5") • Hen Hop (Canadá, 1942, 4", sem diálogos) • A Summer Day in Ottawa in 1949… (test) (Canadá, 1949, 5", silencioso) • Two Bagatelles (Canadá, 1952, 2", sem diálogos) • On the Farm (test) (Canadá, 1951, 7", silencioso) • Christmas Cracker: McLaren"s contribution / Caprice de Noël – La contribution de McLaren (Canadá, 1963, 4", silencioso) • Ballet Adagio (Canadá, 1972, 10", sem diálogos) • Narcissus – test / Narcisse – test (Canadá, 1973-1975, 2", silencioso) • Narcissus / Narcisse (Canadá, 1983, 22", sem diálogos) • Pas de deux – test (Canadá, 1965-1967, 7", silencioso) • Pas de deux (Canadá, 1968, 13", sem diálogos)

Programa PAPEL CORTADO (Exibição em DVD, 75")

A técnica de papel cortado foi bastante utilizada nos primeiros anos do NFB, por ser simples e de baixo custo. Norman McLaren foi atraído pelo estilo geométrico e pela simplicidade gráfica da técnica. Ele utilizou recortes em alguns de seus filmes mais famosos, incluindo Rythmetic (co-dirigido por Evelyn Lambart) e Le Merle. A clareza e simplicidade da técnica de papel cortado são evidentes na série educativa Animated Motion, dirigida por McLaren e Grant Munro.

Paper Cuts-outs / Papiers découpés, de Éric Barbeau (Canadá, 2005, 4") • Dans un petit bois (unfinished film) (Canadá, versão de 1943, 2") • Animated Motion: Part 1 / Le mouvement image par image - partie 1, co-dirigido por Grant Munro (Canadá, 1976, 9") • Alouette, co-dirigido por René Jodoin (Canadá, 1944, 2", sem diálogos) • La Perdriole (unfinished film) (Canadá, versão de 1945, 1", silencioso) • Animated Motion: Part 2 / Le mouvement image par image - partie 2, co-dirigido por Grant Munro (Canadá, 1976, 9") • 1-2-3 (unfinished film) (Canadá, 1955, 4", silencioso) • Animated Motion: Part 3 / Le mouvement image par image - partie 3, co-dirigido por Grant Munro (Canadá, 1977, 10") • Rythmetic, co-dirigido por Evelyn Lambart (Canadá, 1956, 9", sem diálogos) • Animated Motion: Part 4 / Le mouvement image par image - partie 4, co-dirigido por Grant Munro (Canadá, 1977, 7") • Le Merle (Canadá, 1958, 4", sem diálogos) • Animated Motion: Part 5 / Le mouvement image par image - partie 5, co-dirigido por Grant Munro (Canadá, 1978, 7") • Spheres / Sphères, co-dirigido por René Jodoin (Canadá, 1969, 7", sem diálogos)

Programa PROCESSO CRIATIVO (Exibição em DVD, 117")

Documentário sobre o processo criativo de Norman McLaren – o pai da animação no Canadá, e talvez, o maior cineasta experimental de todos os tempos. Poucos filmes capturam o processo criativo de um artista com tamanha inteligência e critério como esse.

Creative Process: Norman McLaren / Le Génie créateur: Norman McLaren, de Donald McWilliams (Canadá, 1990, 117", legendas em português)

GRADE DE HORÁRIOS

Primeira Semana (4 a 9 de março de 2008)

4 de março (terça-feira)

15:00 – McLaren Clássicos (75 minutos)
17:00 – Primeiros Filmes (77 minutos)
19:00 – A Arte do Movimento (80 minutos)

5 de março (quarta-feira)

15:00 – Papel Cortado (75 minutos)
17:00 – Dança (76 minutos)
19:00 – Guerra e Paz (71 minutos)

6 de março (quinta-feira)

15:00 – Pintando com a Luz (69 minutos)
17:00 – O Animador Enquanto Músico (70 minutos)
19:00 – Surrealismo (61 minutos)

7 de março (sexta-feira)

15:00 – Guerra e Paz (71 minutos)
17:00 – Processo Criativo (117 minutos)
19:00 – Coquetel de lançamento do curta-metragem Os Boçais, de Lufe Bollini

8 de março (sábado)

15:00 – McLaren Clássicos (75 minutos)
17:00 – Primeiros Filmes (77 minutos)
19:00 – A Arte do Movimento (80 minutos)

9 de março (domingo)

15:00 – Papel Cortado (75 minutos)
17:00 – Processo Criativo (117 minutos)
19:00 – Surrealismo (61 minutos)

Segunda Semana ( 11 a 16 de março de 2008)

11 de março (terça-feira)

15:00 – McLaren Clássicos (75 minutos)
17:00 – Primeiros Filmes (77 minutos)
19:00 – A Arte do Movimento (80 minutos)

12 de março (quarta-feira)

15:00 – Papel Cortado (75 minutos)
17:00 – Dança (76 minutos)
19:00 – Guerra e Paz (71 minutos)

13 de março (quinta-feira)

15:00 – Pintando com a Luz (69 minutos)
17:00 – O Animador Enquanto Músico (70 minutos)
19:00 – Surrealismo (61 minutos)

14 de março (sexta-feira)

15:00 – Guerra e Paz (71 minutos)
17:00 – Papel Cortado (75 minutos)
19:00 – Pintando com a Luz (69 minutos)

15 de março (sábado)

15:00 – McLaren Clássicos (75 minutos)
17:00 – Primeiros Filmes (77 minutos)
19:00 – A Arte do Movimento (80 minutos)

16 de março (domingo)

15:00 – Papel Cortado (75 minutos)
17:00 – Processo Criativo (117 minutos)
19:00 – Surrealismo (61 minutos)

Fonte: Secretaria Municipal da Cultura